terça-feira, agosto 18, 2009

O problema da juventude é só fazer o que lhe apetece

Isto foi ideia do meu irmão:


Outra coisa sobre o mesmo assunto é este blogue:

Uma desconstrução intelectual das esperanças, sonhos e vocabulário da juventude portuguesa.

Onde iremos parar, não sei, mas eu saio já na próxima estação.

segunda-feira, agosto 17, 2009

É tão simples ser-se complicado

que eu não percebo por que é que não há mais gente a ser assim.

Uma espiral crescente de emoção

Este fim de semana foi o emocionante, exasperante e impróprio para cardíacos torneio de malha de FJZ! Whoooohoo!

12 arrepiantes horas de arremessos arrebatadores de arredondadas malhas que agora olhando para trás não sei como aguentei. Ainda que a minha vontade tivesse sido jogar, como membro da organização tal não me foi permitido. Fiquei como delegado apontando a pontuação das várias partidas. Para vós que agora pensais "que seca" deixem-me assegurar-vos que esteve bastante longe disso.

Ainda que nas primeiras horas da manhã o resultado das partidas estivesse a ser constante, ganhando e perdendo sempre os mesmo, à medida que as horas iam passando houve uma tendência para que os nível de destreza dos jogadores fosse ficando cada vez mais nivelado entre eles, com partidas mais longas e renhidas. Mas como explicar este volte-face? Bem, na verdade é simples. A culpa é da cerveja!!

Ainda que apenas os mais rijos entrassem logo pela manhã no petit déjeuner da cevada fermentada, as vergonhas foram-se perdendo ao longo do dia e chegada a hora do almoço todas as equipas já estavam balizadas pelos 2.0 de taxa, ideal para o arremesso da malha. Divertido para quem jogava a malha, não tão divertido para quem estava ao lado a tomar nota da pontuação, e com visibilidade reduzida enquanto se movimentava pelo campo.

Logo a seguir ao almoço os jogos tornaram-se épicas ébrias batalhas de malhas de ferro a voar pelo ar em suposta direcção a um meco que, mais vezes que não, falhava. Eu desviava-me num ímpeto de sobrevivência e prolongamento da espécie que subitamente me via vedada pela possibilidade de uma fractura craniana, rodeado de pessoas que não estavam em condições de me levar ao hospital ou telefonar a uma ambulância... tempos divertidos que nos fazem sentir realmente vivos!!

Quem diz que a cultura portuguesa é uma seca, obviamente nunca fez parte dela.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Depressa Josué, para o Estrumemobile!



forced to live like it's a curfew.









broken social scene - major label debut (fast version)

don't get high on what you create









broken social scene - ibi dreams of pavement (a better day)

park that car, drop that phone.









broken social scene - anthems for a seventeen year old girl

quinta-feira, agosto 13, 2009

Reviver o passado como se fosse o futuro relativamente ao passado!

Sábado, Janeiro 03, 2009
Coisas com nomes fixes, mas que deixam uma certa desilusão quando se descobre o que realmente são...


Zombie Filosófico

O que será um zombie filosófico? Confesso que há uma imagem que me vem à ideia...
Eheheh. Isso, um Platão, um Sócrates, ou mesmo um mais moderno Nietzsche zombie... este ultimo até pode ser resultado das suas próprias convicções, como se pode reparar na reconstrução histórica de uma das suas mais célebres afirmações:
Nietzsche - Deus está morto!
Deus - Nietzsche está morto!
Nietzsche Zombie - ...cérebro.

A ideia de zombies é fixe, mas a ideia dos filósofos clássicos transformados em zombies é indescritivel. Mas será este ser mitológicamente épico o que realmente significa Zombie Filosófico? Claro que não... a filosofia é tediosa.



Um zombie filosófico é um ser em tudo igual a um ser humano, no entanto falta-lhe consciência. Ele é capaz de se comportar e reagir como um humano, mas não sente nada do que o leva a reagir dessa forma, não possuí sentiência. Se um zombie filosófico for rejeitado pelo amor da sua vida, ele chora e comporta-se de maneira irracional, no entanto ele não sabe o que é amor... bem, nem nós, já que estamos a falar disso. O que se calhar nos coloca a dúvida: Será que nós próprios não somos zombies filosóficos?

Tal como no solipsismo, é impossível refutar a afirmação de que todos somos zombies filosóficos, ou que ninguém é. Logo, isto não serve para nada, o que é uma típica posição epistemológica em filosofia.

Mais uma desilusão... obrigado filosofia!

segunda-feira, agosto 10, 2009

Se somos as pessoas que conhecemos

porque é que eu continuo a ser uma pessoa detestável?

sexta-feira, agosto 07, 2009

Porque hoje é sexta-feira

E porque a vontade de trabalhar já é pouca, aqui fica, para aqueles que como eu precisam daquela força extra para acabar tudo antes do fim de semana.







quinta-feira, agosto 06, 2009

Reviver o passado como se fosse o futuro relativamente ao passado!

Sábado, Setembro 20, 2008
Férias!

Merda para isso.

De há uns anos para cá deixei de ir de férias. Sempre que acabavam as férias custava-me imenso retomar o trabalho, passava o tempo a pensar em como era bom não fazer nada, como preferia estar de férias do que estar a trabalhar, os sentimentos típicos da ressaca. E sempre considerei que a culpa disto era do trabalho, porque trabalhar é seca! Isto, claro, até ler Platão.

Há um exemplo muito famoso de Platão, a alegoria da caverna. Nessa alegoria é retratada a situação de pessoas que desde a sua nascença se encontram imobilizadas numa gruta, viradas para uma parede sem hipótese de verem mais nada. Na entrada dessa gruta passa uma estrada movimentada, as vozes das pessoas que por lá passam ecoam na gruta e a sua sombra é projectada na parede. Como estão lá desde que nasceram, as pessoas que estão presas na gruta encaram as sombras e vozes que ouvem como a realidade do seu mundo, desconhecendo tudo o resto. Como não conhecem o mundo exterior, não o podem desejar.

Platão queria falar da incapacidade humana de percepcionar o mundo como ele realmente era e da dificuldade que o homem comum teria em aceitar esse conhecimento, se tal lhe fosse passado por alguém com uma maior noção da realidade. Mas, eu acho que é uma alegoria muito mais bem empregue à época estival.

Ora, bem vindos à minha vida!

Agrilhoado a uma secretária, apenas com um monitor a passar imagens ténues de um vida à qual não tenho acesso, ir de férias, para mim, seria como se um dos presos da caverna fosse lá fora por 15 dias e depois o obrigassem a voltar para a caverna. É desumano, ele era feliz antes quando não conhecia mais nada para além da caverna. A ignorância é um paraíso.

O que concluo é que as férias servem apenas para nos lembrar o quanto a nossa vida não presta durante o resto do ano. O mesmo com as memórias de infância, apenas nos lembram que agora é tudo muito mais complicado. Não havendo férias um dia esqueço-me de como elas são boas e não fico a desejar essa vida. Se pudesse também trabalhava aos fins-de-semana e feriados.. mas nessa altura fecham-me a porta :(

terça-feira, agosto 04, 2009

"Iniciemos o nosso caminho descendente"

A Yahoo! anunciou que irá fechar em Outubro deste ano a Geocities e com ela desaparecerá isto:

(cautela: perigo de enfado)

Página essa que fez agora 10 anos. Os delírios pubescentes de um jovem cheio de tudo. Uma ode ao tempo livre, com links escondidos, imagens subliminares e uma participação especial do irmão. O trabalho maior de um rapaz que entretanto se perdeu. Aproveitem porque depois perder-se-à para sempre.

...oh well

segunda-feira, agosto 03, 2009

Durante a semana passada tive que fazer uma apresentação e para mal dos meus pecados esta era única t-shirt limpa que tinha por casa.


A primeira desculpa que me veio à cabeça, quando me perguntaram o significado daquela t-shirt, foi de que não percebia inglês e não sabia o que estava lá escrito. Pedi desculpa e ficou por ali.

No entanto a coisa mudou quando comecei com "Hello, my name is A, and I'll be presenting the work i've done for the past 2 months."

...ou será que me sinto assim

Hoje sinto-me assim