Como eram os blogues de humor generalistas/políticos, quando nem sequer Internet havia?
Eu posso estar enganado, mas acho que eram muito parecidos com isto:
Estávamos todos sossegados a usufruir os direitos da liberdade sexual quando apareceu a SIDA para pôr termo à nossa condição. Reagimos mal e não ligámos nenhuma. Agora, que nos apercebemos de que o caso é sério e grave, demos a volta ao contrário e recuperamos um hábito ancestral: a amante. Ter uma amante. Que prazer renovado, esse…
A em "Grandes movimentações culturais que lhe passaram completamente ao lado!"

Tenho andado a ler, eu gosto de ler. E ultimamente tenho lido um
blogue que transcreve os textos da K, fui chamado à atenção para esta revista por
alguém que, ao contrário de mim, já a teve nas mãos. E o que era a revista K? Era isto:

Pode se parecer com os cromos da panini, mas não, é outra coisa, é possivelmente a melhor revista portuguesa (mundial?) de sempre. E... eu nunca a li.
Pois,
eu fiz planos para ser um homem culto, e sem motivos para dizer "não sei". Mas, cá entre nós, tenho andado a falhar bastante. É claro que tenho a desculpa de andar na primária na altura que a revista saía, mas é mesmo só isso, uma desculpa.
Agora tento redimir-me como posso, mas já é um pouco tarde. Estou velho, pouco impressionável, a tenra idade dos 8 era a ideal para beber fundo da taça do conhecimento que era a revista K. Onde é que estaria agora? nunca saberemos... talvez morto.
Depois de ter conhecimento sobre a K tentei procurar outra revista que tentasse ocupar-lhe o lugar, parece que há: Com o icónico nome de
365, a revista do Fernando Alvim tenta ocupar um lugar na história da revista portuguesa, mas sofre de um grave problema: Está dependente do que é enviado pelos pseudo/escribas/romancistas/afectados/sofridos/intelectuais/coisas que é o povo, e como é sabido tudo o que é dito pelo povo que vá além de um ditado popular não pode ser levado a sério. Não é verdade? Olhem para mim... eu faço parte do povo! Vocês leram o que escrevi até este ponto
.
Agora vejam isto:
Em Abril águas mil
Estão a ver a diferença?